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O livro fala sobre “as memórias de vida partilhada com Cláudio Torres e que começa em 1959, atravessa o tempo de luta política, de prisão, de exílio para lá da Cortina de Ferro, de regresso ao Ocidente, de reencontro à Liberdade e à descoberta do país profundo e do seu passado. Sessenta anos de vida partilhada enlaçados num aro luminoso, reflexo dos sonhos, alguns deles efémeros como borboletas, mas tão fortes que ainda hoje os guiam e iluminam.”
Sobre a autora:
Manuela Barros Ferreira nasceu em Braga a 8 de Setembro de 1938. Viveu com os pais em diversas cidades do país até ir para a Escola de Belas Artes do Porto a fim de frequentar o curso de Arquitectura (dois anos) e de Pintura (outros dois). Presa pela PIDE juntamente com Cláudio Torres, com ele casou e ambos se exilaram em 1961, primeiro em Marrocos e depois na Roménia. Em Bucareste formou-se em Filologia Românica. Regressou a Portugal em 1973, tendo sido novamente presa à sua chegada ao aeroporto de Lisboa. Doutorou-se em 1987. Como investigadora do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, realizou inquéritos dialectais em todo o país e participou nos volumes já publicados do Atlas Linguarum Europae (ALE) e Atlas Linguístico-Etnográfico dos Açores (ALEA). Publicou trabalhos sobre os dialectos portugueses e dirigiu a Convenção Ortográfica da língua mirandesa. Aposentada em 2003, passou a colaborar com o Campo Arqueológico de Mértola até 2015. Começou a publicar literatura de ficção em 2003.
Foi sucessivamente tratada por Manuela Ferreira (na escola), Manuela Alexandra (no Porto), Teresa Ramos (na Roménia), Manuela Barros (em Lisboa) e Manuela Barros Ferreira (nos escritos).
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