Depois da reunião, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) emitiu um comunicado, em que destaca a apresentação de “propostas concretas” e em que exige “preços justos aos produtores e preços acessíveis aos consumidores”, nomeadamente com a regulação do mercado e dos preços de produtos alimentares e fatores de produção e a criação e operacionalização de mecanismos de garantia de transparência, com a divulgação dos custos e proveitos de cada elo da cadeia, do produtor ao consumidor, entre outros.
De acordo com a CNA, “ao defender uma distribuição justa do valor ao longo da cadeia agroalimentar”, está a defender “rendimentos dignos para os agricultores e alimentos acessíveis e de qualidade para os consumidores”, bem como a “economia e a soberania alimentar do País”.
Para a CNA esta reunião de pouco serviu para resolver problemas, “particularmente dos pequenos e médios produtores”, pois o Governo continua a “empurrar com a barriga” a regulação do mercado e “a não enfrentar o poder das grandes cadeias de distribuição e comercialização”.
E justificam com uma questão: ”Como é que se explica que o rendimento dos agricultores baixe, os consumidores percam poder de compra, levando ao maior corte de sempre no consumo de bens alimentares, mas que os lucros da grande distribuição aumentem em valores superiores a 70 por cento nestes dois anos de crise”.
© 2024 Rádio Voz da Planície - 104.5FM - Beja | Todos os direitos reservados. | by pauloamc.com