Inês Vasques, membro do movimento em Beja, frisou a "situação insustentável que muitas famílias estão a atravessar, com os empréstimos contratados aos bancos" e as dificuldades que "os jovens têm de aceder a habitação".
Avançou, igualmente, Inês Vasques, as medidas que o movimento defende e que vai partilhar neste sábado, 30, um pouco por todo o País, apelando à "participação de todos os que sentem estes problemas e não encontram caminho para os resolver". A “renovação obrigatória dos atuais contratos de arrendamento, o congelamento de aumentos das rendas durante 2024, o tabelamento do arrendamento urbano, a revogação da lei dos despejos e o aumento da oferta pública de habitação", são reivindicações que constam das propostas desta organização.
No que diz respeito à aquisição de casa para habitação própria e permanente, é defendido que se garanta que “nenhuma família pague mais do que 35 por cento dos seus rendimentos líquidos mensais de prestação bancária do crédito à habitação” e que se proíba “a penhora da morada de família”, deixou claro Inês Vasques.
“É preciso inverter as opções políticas. Pôr fim à especulação, ao uso da habitação como mercadoria e colocar a função social da propriedade inscrita na Constituição e na Lei de Bases da Habitação, com primazia das opções políticas desenvolvidas. É fundamental tomar as medidas que conduzam à redução dos custos com a habitação, ao aumento real dos salários, reformas e pensões”, defende ainda o movimento e divulgou, também, Inês Vasques.
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