A responsável sublinha que 2022 foi um ano de regresso a uma normalidade possível, depois das exigências da covid-19 no Hospital José Joaquim Fernandes e em todos os outros serviços de saúde, que estão sob a direção da ULSBA.
"No ano que agora termina assistimos à retoma de consultas e cirurgias mas também ao agudizar de problemas antigos como a falta de médicos, uma carência sentida na maioria das especialidades mas, sobretudo, em ginecologia e obstetrícia".
No balanço deste ano, Conceição Margalha lembra que "todos os problemas e constrangimentos têm sido ultrapassados com a dedicação de todos os profissionais". Não escondeu que a "falta de profissionais é crónica na ULSBA" e que "em 2022, a situação agravou-se devido à reforma de alguns médicos".
A ainda presidente do Concelho de Administração da ULSBA identifica, igualmente, "como marca positiva de 2022, o reequipar que foi possível fazer na unidade para dar resposta aos doentes covid-19, em especial na área dos cuidados intensivos".
Na ULSBA o próximo ano ficará marcado pela entrada de um novo Conselho de Administração, uma vez que Conceição Margalha mostrou indisponibilidade para abraçar um novo mandato.
À Voz da Planície Conceição Margalha esclareceu que está a "dois anos da reforma" e que nesse sentido, "não podia aceitar um mandato que não iria conseguir terminar". Em janeiro, José Carlos Queimado assumirá este desafio em Beja.
Em final de um ciclo de seis anos, Conceição Margalha lembra momentos extremamente difíceis impostos pela pandemia de covid-19.
Acrescenta que sai de "consciência tranquila, deixando para os que trabalharam de perto com este Conselho de Administração fazer a sua leitura da prestação efetuada".
Conceição Margalha disse, ainda, que tudo fez, "o possível e o impossível para garantir as respostas `necessárias à pandemia, numa instituição de escassos recursos humanos como é o caso da ULSBA, onde tudo se torna mais difícil".
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