tribunal administrativo fiscal beja
Segundo a FENPROF, vários estudos, o último dos quais divulgado esta semana pelo CNE, têm confirmado que os professores portugueses são os que trabalham mais horas dentro da OCDE, mas, neste grupo profissional, há um subgrupo que é ainda mais castigado pela tutela: os professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico, que são os únicos cujas pausas entre períodos lectivos, intervalo da manhã ou da tarde, conforme o turno de actividade, não se integram na sua componente lectiva. As declarações são de Manuel Nobre, presidente do Sindicato de Professores da Zona Sul.

Para a FENPROF, além de discriminatória em relação a todos os colegas da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário, bem como em relação aos docentes do 1.º Ciclo que exercem nas Regiões Autónomas, esta situação aumenta o horário lectivo de trabalho dos docentes em duas horas e meia semanais, sendo estes obrigados, nesses tempos, a desenvolverem actividades diversas, como apoios, AEC, coadjuvações, substituições ou mesmo titularidade de turma.

Ainda de acordo com a FENPROF, esta situação discriminatória foi criada pela equipa de Nuno Crato e mantida pela de Tiago Rodrigues, permitindo trabalho gratuito para garantir horas de actividade para as quais deveriam ser contratados mais profissionais.

Em Beja, a Acção vai ser entregue no Tribunal Administrativo e Fiscal, às 9.30 horas, numa iniciativa que vai contar com a presença de Manuel Nobre, coordenador do Sindicato dos Professores da Zona Sul, tal como explicou o próprio à Voz da Planície.




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