D. Leonor de Lencastre

A sessão está marcada para as 21.00 horas, para as instalações da Santa Casa da Misericórdia de Beja e nela estão incluídas duas palestras, proferidas por historiadores de renome.

A primeira palestra começa às 21.15 horas e é sobre o tema: “Dona Brites: Infanta de Portugal, Duquesa de Beja” e é proferida pelo historiador Florival Baiôa.

A segunda é dedicada à temática: “D. Leonor de Lencastre e o berço da Misericórdia: mulheres, poder, cultura e religiosidade no final da Idade Média” e é da responsabilidade da historiadora Joana Melo.

Recorde-se que a fundação da Santa Casa da Misericórdia de Beja insere-se no contexto da criação das Misericórdias portuguesas pela Rainha D. Leonor, nascida em Beja, instigada pelo seu confessor frei Miguel de Contreiras e na sua consequente multiplicação pelo reino durante a primeira metade do séc. XVI. Podemos, por isso, afirmar que a Misericórdia de Beja é das mais antigas do País.

A História desta Santa Casa está intimamente ligada à história do Hospital Grande de Nossa Senhora da Piedade, instituído por D. Manuel I, ainda no reinado de D. João II, na altura Duque de Beja no ano de 1490. A 3 de Dezembro de 1554 o Hospital Grande foi entregue à administração da Misericórdia visto não existirem receitas que fizessem face às grandes despesas com os doentes e peregrinos que este albergava. O Hospital Grande de Nossa Senhora da Piedade deixou de receber doentes na década de 1970.

No presente, a Misericórdia de Beja conta com um Centro Infantil com capacidade para 100 crianças, dos 0 aos 6 anos e uma empresa de inserção na área da jardinagem.


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