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O PCP considera que “ a realidade sentida hoje em Portugal, em tempos do surto da COVID-19, no sector da comunicação social não está desligada dos problemas estruturais vividos neste sector que prejudicam fortemente os seus trabalhadores e a qualidade e pluralismo da informação”. 

De acordo com o comunicado, o PCP defende que “os órgãos de comunicação social local e regional devem merecer”, também, “uma especial atenção pela proximidade às populações e por darem voz a realidades culturais e sociais que não têm lugar na comunicação social nacional”. 

Segundo o PCP, "a importância dos órgãos de comunicação social local e regional é unanimemente reconhecida, tendo um papel social insubstituível, quer na vida das regiões em que se inserem, (...) quer como elemento de ligação com muitos cidadãos que vivem longe das regiões de origem". 

O Governo anunciou um apoio à comunicação social, recorda o PCP, “em forma de compra antecipada de publicidade institucional no valor de 15 milhões de euros”. A “grande fatia” deste montante “está atribuída aos grupos económicos do sector, ficando reservado 25% desse valor para a comunicação social local e regional”. 

Contudo, o PCP diz que “os órgãos de comunicação social local e regional ainda não tiveram acesso a esse apoio”. Nesse sentido, o Grupo Parlamentar do PCP solicitou ao Governo que esclareça “quantos órgãos de comunicação social local e regional foram já contactados no âmbito do apoio em forma de compra antecipada de publicidade institucional e quando foi feito esse contacto”. 

Além disso, o PCP quer saber quantos processos estão em fase de contratação, bem como, saber quando será concluído esse processo e, ainda, quando terão os órgãos de comunicação social local e regional acesso ao respetivo apoio. 



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