Fortes

O PCP considera que está na altura de dar voz à população de Fortes, levando à Assembleia da República a Associação Ambiental Amigos das Fortes, no sentido de dar a conhecer os problemas resultantes da laboração da fábrica de bagaço de azeitona, sediada nesta localidade do concelho de Ferreira do Alentejo. As declarações são do deputado do PCP, eleito por Beja. João Dias deixa claro que não se pretende fechar este tipo de unidades industriais, nem terminar com os postos de trabalho criados, mas sim encontrar as condições necessárias a uma laboração amiga do ambiente e das populações que vivem em seu redor. O deputado avança, ainda, que será importante, igualmente, ouvir a Agência Portuguesa do Ambiente sobre esta matéria e explica porquê.

No requerimento do PCP é referido que “a população das Fortes já apresentou, e continua a apresentar, inúmeras queixas junto das mais variadas entidades, tendo mesmo o Núcleo de Proteção do Ambiente da GNR de Aljustrel, em conjunto com a Agência Portuguesa do Ambiente e CCDR do Alentejo, procedido ao levantamento de cinco autos de contraordenação pela existência de lagoa sem proteção, abandono e injeção de resíduos no solo, com consequências gravosas para a fauna e flora dos terrenos e aquíferos, bem como pela falta de autocontrolo de emissões para a atmosfera.”

“Perante a persistência das queixas da população, os autos levantados e a Resolução da Assembleia da Republica n.º 279/2018, de 23 de agosto de 2018, aprovada por unanimidade, e que “Recomenda ao Governo que promova medidas urgentes para por termo ao problema ambiental e de saúde pública em Fortes, Ferreira do Alentejo e concelhos limítrofes, relacionado com laboração do bagaço de azeitona”, a empresa limitou-se a concentrar a emissão de gases de três chaminés numa só chaminé, ainda que elevando a altura desta estrutura,” não resolvendo “o problema de eliminação de gases poluentes sobre a população do lugar das Fortes, tendo mesmo intensificado o problema, uma vez que a concentração numa só chaminé não teve qualquer redução ou eliminação das emissões de gases para a atmosfera", refere, igualmente, o requerimento do Grupo Parlamentar do PCP.


Nota: foto retirada do facebook da Associação Ambiental dos Amigos das Fortes.


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Impossivel a situaçao criada pela fabrica de bagaço, vivemos na aldeia do rouquenho, viver aqui é un inferno, viver fechado em casa, olhos a arder, garganta a doer e tosse constante . a situaçao agrava cada dia que passa

NUNO VASCO

09/05/2019