Ramal de Aljustrel

O PCP frisa que o transporte com recurso a veículos pesados, ou seja a solução atual, “está a trazer consequências negativas, desde logo, para o ambiente, não só por se tratar de uma opção de transporte mais poluente no que respeita à emissão de gases, mas também porque não está garantida a estanquicidade dos camiões com a libertação de partículas derivadas dos concentrados metálicos que transportam, com evidentes prejuízos para a saúde e segurança das populações. Não esquecendo, igualmente, os efeitos no estado de conservação das estradas utilizadas para o efeito, pois estas estradas não estão concebidas para suportar tamanho esforço e carga no que respeita ao transporte de minério que é efetuados por elevado número de camiões pesados.” As declarações são do deputado do PCP, eleito por Beja, João Dias, que acrescentou que esta solução garante, igualmente, a viabilidade económica da linha do Alentejo.

No requerimento enviado à tutela é recordado que o “complexo mineiro da mina de Aljustrel é servido por um ramal ferroviário, com uma extensão de 8,276 Kms que tendo sido requalificado em 1991, permitiria escoar toda a produção de minério por ferrovia, com ganhos para o ambiente, para as populações e infraestruturas da região. Como atualmente o ramal, que se encontra ligado à linha do Alentejo, está formalmente desativado o que implica que o transporte da produção mineira seja feito por estrada.”

Nota: Foto de www.faroldanossaterra.net.


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