Outeiro

O principal destaque vai para a realização da 2ª campanha de escavações desenvolvida no âmbito de um projeto de investigação científica que decorre entre 2014 e 2017. Esta ação desenrolou-se no passado mês de agosto e pressupôs a continuação das escavações arqueológicas no espaço interno deste povoado da Idade do Bronze Final. Com o objetivo de documentar o quotidiano das populações que aí viveram e que permitiu a recolha de um vasto acervo como cerâmicas, instrumentos em pedra e restos de fauna, salientando-se a presença de materiais arqueológicos de épocas mais recentes (romano e medieval) que atestam a continuidade no uso deste espaço ao longo dos tempos. Estes trabalhos foram realizados por uma equipa de voluntários que integrou alunos de arqueologia, mas também de outras áreas, provenientes de todo o país e também de Espanha.

As atividades de divulgação que decorreram durante a campanha de escavações centraram-se nas visitas guiadas que levaram cerca de uma centena de interessados ao Outeiro do Circo e em algumas ações pontuais como a realização de oficinas de arqueologia experimental sobre cerâmicas desenvolvidas em parceria com programas de Atividades de Tempos Livres da região. Também houve lugar a um ciclo de conferências que contabilizou 8 sessões durante o mês de agosto e que juntaram um total de 120 assistentes. Esta iniciativa integrava-se no plano de formação dos voluntários e pretendia divulgar o conhecimento sobre a Idade do Bronze para públicos diversos.

Para além destes destaques o Projeto Outeiro do Circo manteve uma atividade regular ao longo de todo o ano consumada através da participação em diversos congressos científicos nacionais e internacionais para apresentação dos resultados produzidos.

No campo da Educação Patrimonial também foram desenvolvidas diversas atividades como percursos pedestres, conferências e exposições em várias localidades do concelho de Beja e algumas iniciativas de formação noutros pontos do país.

O balanço das atividades desenvolvidas ao longo de 2015 é feito à Voz da Planície pelo arqueólogo responsável pelo projeto Miguel Serra.


Comente esta notícia