Observatório do Baixo Alentejo

“Esta associação tem pessoas de vários pontos da região e como principal objetivo dar resposta a três fragilidades do território: a falta de massa crítica, de planeamento e de influência”, esclareceu à Voz da Planície Jorge Barnabé. “Pensar a região como um todo” é o grande propósito, “promovendo a sua articulação com o Alto Alentejo, o Algarve e a Extremadura Espanhola, porque só assim se consegue conceber uma estratégia que dê resposta às necessidades do território, em que o Baixo Alentejo se assuma como o motor do Sudoeste Ibérico”.

Neste período de constituição da Associação, os seus promotores “foram confrontados com a necessidade de dar o seu contributo para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020 – 2030”, tendo o mesmo sido “enviado, no contexto de audição pública, ao gabinete do primeiro-ministro.” Para esta Associação, “os maiores desafios do Baixo Alentejo são ganhar dimensão e escala, servir o país e contribuir para a criação do Sudoeste Ibérico” e no documento enviado à tutela o Observatório defende isso mesmo, a “criação do supra território do Sudoeste Ibérico, que se inicia no Porto de Sines e passa por Beja, com ligação a Faro e a Sevilha, atravessando os clusters mineiro e da transformação agroalimentar.” Ou seja para a Associação, a “afirmação do Sudoeste Ibérico é não só a afirmação do Baixo Alentejo e do seu território, como também do Alto Alentejo, do Algarve, da Andaluzia e da Extremadura Espanhola”: As palavras são, também, de Jorge Barnabé.

A Associação quer, ainda, “potenciar as infraestruturas de transportes, criando ligações ferroviárias e rodoviárias entre o Baixo Alentejo, o Algarve e a Andaluzia”, bem como criar “um «hinterland» ibérico a partir do aeroporto de Beja, em interligação com a futura plataforma logística de Vendas Novas”. A Associação, em fase de constituição e registo, pretende “consolidar todas estas estratégias, através da criação de um espaço de diálogo e de reflexão permanente a nível regional, nacional e ibérico, propondo ações, medidas e projetos que, em articulação com a sociedade civil e as instâncias públicas, visem o desenvolvimento regional integrado, acompanhando e promovendo a sua plena execução”. Revela, igualmente, Jorge Barnabé.

“A primeira ação será já no final de outubro, com a realização de uma primeira conferência na sede da Associação, em Beja”, cuja data, e local, será revelada oportunamente, segundo Jorge Barnabé.


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