arvores de natal

O tempo do advento é celebrado por católicos com orações e em família à volta do presépio. No Ocidente e entre os cristãos, o Natal é a época em que se celebra o nascimento de Jesus, uma tradição da Igreja Católica Romana e Anglicana e também de alguns grupos de protestantes. Apesar da valorização espiritual que é dada a esta época, quase todos os cristãos optam também por trocar presentes nesta altura. Mas nem todas as religiões celebram o Natal da mesma forma e existem diferenças mesmo entre os cristãos:

Os cristãos do Oriente, e estamos a falar da Igreja Ortodoxa, celebram o nascimento de Cristo a 7 de Janeiro, seguindo o calendário juliano, e não a 25 de Dezembro como os ocidentais.

Noutras religiões as festividades acontecem igualmente em datas diferentes e são adorados outros nomes. A religião Muçulmana, que adora Alá e Maomé, realiza duas festas diferentes: a primeira celebra a existência, ou aparecimento, do Alcorão e a segunda o sacrifício.

No caso dos judeus a celebração tem o nome de Hanuká e tem como objectivo lembrar a conquista do templo judaico, ocupado pelos gregos. A festa dos judeus tem início em cada dia 25 do mês judeu e tem o nome de Kislev.

A celebração budista é feita no dia 8 de Abril, altura em que recorda o nascimento de Buddha. O Budismo é uma religião e filosofia baseada nos ensinamentos deixados por Sidarta Gautama, ou Sakyamunimo, sábio do clã dos Sakya, o Buda histórico, que viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. no Nepal.

E porque o Natal também é feito de símbolos e tradições, fique a conhecer os mais utilizados e o que significam também:

Começamos pelo presépio, por ser uma das mais antigas tradições cristãs ligadas ao Natal. Ao que tudo indica as representações da natividade foram iniciadas por São Francisco de Assis. As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para a criação do presépio. A tradição católica diz que o presépio, do Latim praesepio, surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de uma maneira mais realista e, com a permissão do Papa, fez um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José e incluiu igualmente um burro, um boi e outros animais.

No caso da árvore de Natal parece que a tradição remonta às comemorações do Solstício de Inverno, quando os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno e os celtas enfeitavam carvalhos nessa mesma altura. A primeira referência no contexto cristão surgiu no século XVI, nono centro da Europa.

Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal.

Só falta mesmo falar do Pai Natal, uma tradição que remonta ao antigo folclore europeu, mas nalguns países esta figura aparece relacionada com São Nicolau. Parece contudo, ser falsa a indicação de que tenha sido a Coca-Cola a mudar a cor das vestes para encarnado, ao que tudo indica terá sido um cartoonista americano a fazê-lo, embora a marca tenha ajudado a divulgá-la.


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