Eduardo Dâmaso

A obra reúne os casos mais mediáticos em Portugal nos últimos 40 anos e realça a falta de meios e vontade política para combater a corrupção e o tráfico de influências.

Ao longo da obra são recordados casos recentes como a Operação Marquês, Face Oculta, Operação Furacão, Universo Espírito-Santo, que têm trazido a público a corrupção e os grupos de interesses instalados em Portugal.

Eduardo Dâmaso alerta que, mais de 40 anos depois da viragem democrática, “pouco mudou na eficácia do combate à corrupção e aos crimes económicos a ela associados”.

“De onde nasce a corrupção? O que lhe permite alastrar-se como fogo-posto? Porque continuam impunes muitos dos seus mais vis protagonistas? E como podemos nós, cidadãos comuns, lutar para travar esta epidemia?”, são algumas questões levantadas na obra, que recorda também que “Portugal vai ignorando mais de 70% das recomendações da União Europeia para combater a corrupção”.

Eduardo Dâmaso nasceu em Odemira, em 1962. Jornalista desde 1981 é director da revista Sábado, desde abril de 2017. É também diretor-adjunto da CMTV e exerceu cargos de direção no Correio da Manhã, Diário de Notícias e Público. Trabalhou ainda no Expresso e nas agências noticiosas Anop e Lusa.

Começou a carreira no jornal regional O Setubalense, passou pela Rádio Universidade de Coimbra e foi comentador de política na RTP. É autor do livro de investigação jornalística “A Invasão Spinolista”, que foi distinguido em 1996 com o prémio de reportagem Ler/Círculo de Leitores, bem como do “Portugal, que Futuro”, com Henrique Medina Carreira, em 2009.

 Uma das investigações jornalísticas de Eduardo Dâmaso deu origem a um célebre acórdão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem – «Campos Dâmaso contra Portugal» – que fixou jurisprudência em matéria de prevalência do interesse público sobre o segredo de justiça e a reputação de terceiros.


Comente esta notícia