Operação MOTO

O objetivo da operação que arrancou ontem é inverter a tendência de aumento da sinistralidade e de contribuir para um ambiente rodoviário mais seguro. Da análise da sinistralidade envolvendo veículos de duas rodas a motor, nos anos 2018 e 2019, resulta que 1123 pessoas ficaram gravemente afetadas ou perderam a vida.

Considerando que os condutores de veículos de duas rodas a motor constituem um grupo de risco pelo facto das consequências dos acidentes serem normalmente graves, tendo em conta a menor capacidade de proteção em caso de colisão ou despiste, a GNR revela que tem desenvolvido um conjunto de atividades proactivas e dissuasoras da sinistralidade rodoviária, complementadas com ações de fiscalização, já que, em 2020, do total de vítimas mortais em acidentes de viação após o término do Estado de Emergência, cerca de 30% são de acidentes envolvendo este tipo de veículos.

Durante a operação serão empenhados militares dos Comandos Territoriais e da Unidade Nacional de Trânsito (UNT), que estarão especialmente atentos aos seguintes aspetos: Uso do capacete; Manobras perigosas; Excesso de velocidade; Não utilização de equipamentos de proteção; Estado dos pneus, sistemas de iluminação e matrícula; Condução sem habilitação legal; Condução sob o efeito do álcool e de substâncias psicotrópicas.

Os militares da Guarda irão ainda efetuar ações de sensibilização dirigidos aos condutores de motociclos e ciclomotores, aconselhando o seguinte: Uso do capacete, vestuário de proteção resistente e material retrorrefletor; A obrigação de circular sempre com os médios acesos, para ser visto; Não circular entre filas de veículos; Adequar a velocidade ao estado do piso e garantir as distâncias de segurança.


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