Olival

“Um ministro que historicamente sempre apoiou o sector, quer pública, quer particularmente, que sempre discordou das vozes alarmistas, mal informadas e desconhecedoras da cultura, que têm dito e proclamado os maiores disparates sobre a olivicultura, vem agora, de repente, anunciar que não haverá mais ajudas, neste quadro comunitário. É pois, no mínimo, estranha esta decisão”, refere Rui Garrido. O presidente da FAABA diz, ainda, que “até parece que foi pressionado” e que os “argumentos que utiliza não são fundamentados”.

“Baseou o ministro a sua decisão, no facto de já termos 55000 ha de olival no perímetro de rega do Alqueva e que mais do que 30% com uma única atividade, começa a ser excessivo”. Então e se forem 40%, ou 50%, ou 60% ? Onde está a fundamentação técnica e científica para dizer que tal será prejudicial?”, questiona a FAABA, frisando que foi pedido um estudo à EDIA sobre estas matérias e que a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva “não tem competências técnicas” neste âmbito. As declarações são de Rui Garrido.

E são estes os motivos que levam a FAABA a afirmar que não pode “concordar com esta decisão” por a considerar “contraditória, desadequada e irrealista”. A FAABA avança, igualmente, que estas decisões “podem ter consequências graves, quer no futuro aumento do regadio do Alqueva, por promover culturas mais consumidoras de água” quer na “adaptação ao regadio da pequena propriedade, em que a cultura do olival se posiciona como a principal opção.”


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