Mário Simões

O distrito de Beja precisa mais de vontade política do que investimento financeiro foi isto que o presidente da Distrital de Beja do PSD disse que iria reivindicar, referindo-se ao OE para 2014 e dizendo que o mesmo trata mal todo o Pais e não a região.

Mário Simões considera que é necessário garantir o fim de Alqueva, definir uma estratégia para o aeroporto, assim como resolver a questão das acessibilidades e que para isso é preciso vontade política, que existam menos guerras e que todos no distrito rumem na mesma direcção, exigindo com responsabilidade.

Nesta conversa, Mário Simões deixou claro que vai cumprir o seu mandato até ao final na distrital, que tem a mesma motivação que tinha em 2010, quando se candidatou pela primeira vez e que não tem razões para não pensar numa recandidatura. Até 2014, a distrital quer deixar as estruturas concelhias organizadas, centrar atenções no Congresso marcado para Fevereiro, nas Europeias, na política de proximidade que vai continuar a fazer com os roteiros, centrados no social e na agricultura, assim como dar o seu contributo reflexivo sobre o guião da reforma do Estado.

No "Preto no Branco" desta semana Mário Simões analisou também os resultados das autárquicas 2013 no distrito e concelho de Beja. Neste contexto afirmou que os objectivos traçados não foram alcançados, mas que o PSD passou a ser um partido de quadros no distrito, que não o era, e que continua a acreditar que daqui a 8 anos, vai ganhar 5 a 6 câmaras.

Para o presidente da Distrital de Beja do PSD, as autárquicas deste ano serviram para deixar claro que quem for militante e quiser concorrer fora do partido deixa de o ser e que quem quiser apoiar outras candidaturas, independentemente do peso social que tenha, está sujeito a processo disciplinar. Neste contexto revelou que as concelhias de Beja e de Ourique enviaram processos para o Conselho de Jurisdição, que neste momento estão em fase de averiguação, no sentido de verificar se há, ou não, matéria para procedimento disciplinar.

Sobre os resultados do PSD no concelho de Beja referiu que o eleitorado que apostou no voto útil agiu de forma errada, invalidando a eleição de um vereador para o partido, que a governação autista do anterior Executivo municipal, de maioria PS, levou à mudança e que espera que a CDU, que agora está a liderar os destinos do Município, que não se feche em pensamento único, que saiba fazer as pontes necessárias, criar parcerias e aceitar propostas de outras forças políticas.

À noite Mário Simões participou, em Beja, na sessão "Portugal no Rumo Certo!" que o PSD está a realizar um pouco por todo o País para explicar melhor o OE para 2014. Mário Simões defendeu que é urgente resolver os problemas das acessibilidades no distrito.

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