bispo de Beja

Naquela celebração, Dom João Marcos apelou, de acordo com a mesma fonte, “à transmissão e vivência da fé católica, para ir ao encontro de uma «maioria espiritualmente surda» na comunidade alentejana” e referiu que “«Sem vida comunitária, ninguém pode evangelizar, porque o seu cristianismo não é autêntico»”.

“O bispo de Beja assinalou, no entanto, que «dos muitos milhares de pessoas batizadas na Igreja Católica, a grande maioria não escuta a Palavra de Deus»” e lamentou “«Vivem como pagãos. E quando participam num funeral ou num casamento, as palavras de quem preside não são recebidas por essa maioria espiritualmente surda»”.

“Para D. João Marcos, muitos são «católicos de religião, mas não de fé», que vivem de forma «superficial» e estão «centrados em si mesmos»”, pode ler-se, ainda, na Agência Ecclesia.

“Dirigindo-se aos participantes na Eucaristia, o responsável católico deixou uma interpelação: «Há uma divisão profunda entre as orações que dizeis e as obras que praticais»”, avança a notícia da Ecclesia.

Recorde-se que em entrevista à Voz da Planície e ao Diário do Alentejo, em abril de 2018, D. João Marcos referiu que “Evangelizar o Alentejo” era a sua missão na Diocese de Beja enquanto Bispo. Nesta conversa, D. João Marcos rejeitou a ideia de regresso do conservadorismo à Diocese.


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Se calhar a fogueira não seria mal pensado, o que é que diz sr. prior...???

António José Martins Guerreiro

17/07/2020

No meu parecer quem é espiritualmente surda é a própria igreja católica, (nem toda), não consegue acompanhar a mudança das sociedades. quanto à afirmação de que vivem como pagãos, também não estou de acordo, porque muitos mas mesmo muitos do que não são praticantes (não vão á missa), praticam no seu dia a dia atos verdadeiramente cristãos, ao contrário de muitos que estão dentro das igrejas a fazerem as orações e a bater com a mão no peito, fazem tudo ao contrário do que dizem nas rezas. Mas eu compreendo que a falta de "fieis" nos atos religiosos, seja mau, porque não deixam nada para a sobrevivência dos que dela precisam. Este meu comentário nada tem a ver com os alentejanos, porque o assunto é muito mais alargado. só que este senhor bispo fala pela sua diocese.

Henrique Simões

16/07/2020

A mensagem da Igreja em meu entender tem um código errado , faz seculos que não existe comunicação.

JOAO VEIA

16/07/2020

" Há uma divisão profunda entre as orações que dizeis e as obras que praticais". Olhai e vede: o bispo refere-se, certamente, aos "pastores" do seu "rebanho" e às "ovelhas" mais fiéis do mesmo, aos quais se aplica a norma: "Faz o que eu digo, não o que eu faço"...

Manuel Ribeiro

15/07/2020

Estive na missa em que o Sr. Bispo de Beja decidiu dizer mal, mais uma vez, dos católicos da sua Diocese. Custou-me muito ouvir aquelas palavras, por serem injustas e mostrarem como a maneira de ser dos Alentejo é bastante incompreendida pelo clero. Algumas pessoas ficaram incomodadas e saíram. Eu a minha família ficámos, mas estou estarrecidos com o grau de intolerância e as mostras de desprezo pelas nossas comunidades. Que pena e que saudades tenho dos bispos anteriores, pessoas com outro perfil. Calhou-nos um radical na rifa, isto assim não vai a nenhum lado. Agora lá ser insultado do púlpito, não estou mais para isso.

Joaquim Ribeiro

15/07/2020

Sou Alentejana de Serpa e devolvo a este senhor exactamente as suas palavras Há uma divisão profunda entre as orações que dizeis e as obras que praticais graças aos deuses escolhi o caminho do ateísmo sem as hipocrisias que existem na igreja católica

Susete da Guadalupe Silva Evaristo

15/07/2020

D. João Marcos, passou sempre o teste de "Bom Pastor" , nesta sua reflexão mais uma vez não teve medo de remar contra a corrente. Ser fiel, ser coerente ao seu múnus episcopal , é isto ... querer o bem para todos é isto ... é dizer a verdade - aquilo que Jesus também ensinou.

Mário Henrique Pinto dos Santos

14/07/2020