Estufas

Os dois autarcas, refere o documento da Câmara de Odemira enviado à nossa redação, estão “preocupados com os efeitos práticos decorrentes” da resolução em causa, que “permite a continuada densificação de culturas protegidas e consequente pressão social” na área do Parque Natural. No documento referem que “não são contra a atividade empresarial agrícola ou qualquer outra”, desde que “se enquadrem nos modelos de desenvolvimento constantes” dos Planos Regionais de Ordenamento do Território e Planos Diretores Municipais, bem como nos objetivos e regras do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Os autarcas de Aljezur e Odemira lamentam que a generalidade das suas propostas, no âmbito do Grupo de Trabalho do Mira, coordenado pela CCDR Alentejo, não tenham sido adotadas na presente resolução, apesar de terem participado “de forma construtiva numa solução equilibrada entre a atividade agrícola e a salvaguarda dos valores ambientais presentes no território, alguns com estatuto de proteção europeia.” Afirmam, ainda, os autarcas responsáveis pela posição comum, que “estiveram e estão de boa-fé, e a todo o tempo disponíveis para um processo de concertação”, lamentando, igualmente, não terem sido convocados para qualquer outra reunião de trabalho após o envio do Relatório Final do Grupo de Trabalho do Mira, sendo “desconhecedores do conteúdo da Resolução do Conselho de Ministros até à sua publicação.”


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