FORTES

“A interrupção da laboração da queima de bagaço, no final de março e até à próxima campanha, setembro, foi um compromisso transmitido pela administração da AZPO e MIGASA a 7 de novembro de 2018, em reunião entre as partes e não foi cumprido”, situação que leva agora, a Associação a denunciar que “nada se fez” e que se “continua a sujeitar a população de Fortes à poluição causada pela fábrica”. As declarações são de Fátima Mourão, da Associação Ambiental dos Amigos das Fortes.

Fátima Mourão recorda que a população, e a Associação, já fizeram de tudo para denunciar esta situação, que “infelizmente” não se pode acreditar na palavra dada e alerta, uma vez mais, a opinião pública para a situação dramática que se vive em Fortes.

Nos documentos enviados à nossa redação, a Associação Ambiental dos Amigos das Fortes lembra que foi o próprio presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que reconheceu e defendeu na Comissão de Ambiente, iniciativa proposta pelo deputado João Dias, do PCP, uma monitorização mais frequente da qualidade do ar nas imediações da fábrica AZPO, em Ferreira do Alentejo, uma vez que foram detetadas situações de incumprimento na versão preliminar de um estudo, realizado pelo Laboratório de referência do Ambiente, uma exigência da Associação Ambiental dos Amigos das Fortes e cujo pedido foi feito pela Câmara de Ferreira do Alentejo, e que , no período de 1 de Junho a 12 de Julho, no conjunto dos 14 dias de medição a Qualidade do Ar atribuído no recetor é de MAU e viola todos os valores de segurança e de risco atribuídos pela Legislação Europeia e pela Organização Mundial de Saúde.

A Associação recorda, ainda, que, recentemente o ministro da Agricultura defendeu que as fábricas que não cumprem as regras, no mínimo “têm de ser encerradas”, que esta situação foi apresentada a todos os partidos e deputados do distrito, exceto Pedro do Carmo, do PS, que “não respondeu ao convite” e que se aguarda pelo resultado das queixas que foram entregues a 17 de maio de 2018 no Ministério Público por causa do foco de poluição causado por esta unidade de transformação de bagaço de azeitona.


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