Balanço Cimeira

Beja foi a cidade escolhida pelo primeiro-ministro António Costa para a cimeira “Amigos da Coesão” que teve como objetivo “reforçar a posição dos estados-membros contra cortes nesta política no próximo orçamento plurianual da União Europeia”. A conferência de imprensa com o balanço do encontro foi protagonizada por António Costa e neste âmbito, a Voz da Planície questionou o primeiro-ministro sobre as reivindicações do Beja Merece+, que entregou um documento ao Governo com as aspirações da população do Baixo Alentejo. O primeiro-ministro respondeu que “Beja é o distrito onde se beneficia de 90% do impacto de maior investimento de coesão em todo o Alentejo, que é a Barragem do Alqueva” e que “é aqui que se está a fazer o reforço do regadio”. Sobre a ferrovia frisou que “a eletrificação Casa Branca/Beja está prevista no PNI 2030” e que “a A26 tem finalmente em obras a praça de portagens para que rapidamente entre em funcionamento”.

Da cimeira saiu a Declaração de Beja com a mensagem principal de que “a política de coesão não deve sofrer qualquer corte no próximo quadro financeiro plurianual”, disse António Costa no balanço que fez do encontro dos “Amigos da Coesão”.

“A coesão é fundamental para responder aos novos desafios do século XXI, assim como aos desafios estratégicos da agenda europeia, entre eles as alterações climáticas e por isso não deve sofrer cortes e nem mais atrasos”, frisou, igualmente, António Costa.

A Cimeira “Amigos da Coesão” junta neste sábado, dia 1 de fevereiro, em Beja, primeiros-ministros e ministros de Portugal, República Checa, Chipre, Croácia, Estónia, Grécia, Hungria, Letónia, Lituânia, Bulgária, Malta, Polónia, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha e Itália, assim como, os Comissários Europeus da Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, e do Orçamento e Administração, Johannes Hahn.


Comente esta notícia

Parece que ainda não perceberam o que o governo pretende para o Alentejo: terras disponíveis para as monoculturas, mormente olival super-intensivo, e água para a rega. De igual modo, que a população do Alentejo não aborreça muito e se está mal que se mude. Até porque precisam da água para a rega e não querem reclamações sobre poluição pelas agro-industrias - sem perder de vista que os trabalhos do campo são feitos fundamentalmente por imigrantes. Acordem, porque com este tipo de governo, não vão conseguir nada.

Bento Caeiro

01/02/2020

Galeria de fotos