Apresentação CDU Serpa

João Dias enfermeiro de profissão e deputado do PCP à Assembleia da República na XIII Legislatura encabeça a lista. A número dois é Odete Borralho, professora e vereadora na Câmara Municipal de Serpa. A número três é Sara Marcelino, fisioterapeuta e vereadora na Câmara Municipal de Odemira.

Jorge Silva é mineiro e membro do Executivo da Junta de Freguesia de São Marcos da Ataboeira e integra a lista como número quatro. Telma Saião é atriz/formadora da disciplina de expressão dramática e membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista “os Verdes” e a número cinco da lista. Manuel Nobre, professor e presidente do Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS) é o número seis.

Na apresentação da lista, o número um, João Dias deixou um apelo, "a todos os atuais autarcas e eleitos da CDU, bem como os antigos eleitos, nas assembleias de freguesia e juntas de freguesia, nas assembleias municipais e câmaras municipais, à participação e envolvimento nestas eleições."

João Dias referiu, também, que o deputado eleito por Beja produziu "entre 3 a 10 vezes mais iniciativas que os outros dois deputados" e neste contexto recordou "a remodelação e ampliação do Hospital de Beja; o reforço da resposta pública na saúde no distrito de Beja; a valorização do aeroporto de Beja; a construção e qualificação da rede viária do distrito de Beja como o IP8; a salvaguarda dos valores naturais na ZPE Mourão/Moura/Barrancos e Serpa e a avaliação dos riscos ambientais resultantes da prospeção e produção de petróleo na Costa Alentejana."

João Dias frisou, igualmente, que "se hoje se pode dizer que foram aprovados projetos que beneficiam o distrito de Beja deve-se à acção dos deputados da CDU."

O cabeça de lista da CDU disse, ainda, que "durante algumas afirmações de que o que se conseguiu aprovar para a região não tem grande relevância por se tratar de recomendações ao Governo, não é possível esquecer que foi alicerçada nos projetos de resolução apresentados que se aprovou e se deu corpo à sua inscrição no orçamento do estado de 2019, por exemplo, da construção da segunda fase do Hospital de Beja e a eletrificação e modernização da linha ferroviária entre Casa Branca e Beja."  Acrescentou que "não se está a falar apenas de recomendações, mas sim de uma lei, a Lei do Orçamento do Estado" e que "não se trata de algo menor."

"Não obstante as conquistas que foram possível na legislatura que agora termina, com o cunho e graças ao PCP (basta ver o que tinha sido o ultimo Governo do PS/Sócrates), os problemas estruturais do distrito mantêm-se e agravam-se. Até o deputado do PS que no início da legislatura gostava de apregoar que com o PS o Baixo Alentejo avança, está agora mais comedido. Mas eles tentam safar-se sempre bem. Quando a coisa não lhe corre bem deixam de ser do PS, e o seu partido passa a ser o Baixo Alentejo, ou Serpa, ou Ourique, conforme lhe der jeito. As populações e a região, na política nacional ou na concelhia, não veem os seus problemas resolvidos, mas eles lá se vão safando", referiu o mandatário João Ramos. Prosseguiu frisando que "não avançou nada. Nem estradas, nem autoestrada, nem eletrificação da linha férrea, nem dinamização do aeroporto, nem investimento na saúde, nem soluções para uma agricultura sustentável, nem preservação nem valorização do património. Nenhum destes assuntos teve desenvolvimentos positivos por parte do PS. E não foi por falta de apoio político para os desenvolver, pois da parte do PCP sempre foi manifestado apoio parlamentar para os concretizar. O PS não avançou porque não é essa a sua essência. Não é sua preocupação o desenvolvimento da região."



 



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