Ana Elias de Freitas - 12/09/2017 - 00:00 - Imprimir



O Atlas Eleitoral Autárquicas 2017 da Voz da Planície destaca nesta segunda-feira, o concelho de Serpa.

Serpa situa-se na margem esquerda do rio Guadiana, ocupando uma área de 1106,5 km2, distribuída por cinco freguesias: Brinches, Pias, União de Freguesias de São Salvador e Santa Maria, União de Freguesias de Vila Nova de São Bento e Vale de Vargo e Vila Verde de Ficalho.

Serpa dista da capital de distrito cerca de 30 km, servindo de fronteira à sua região o rio Guadiana, a Oeste, o rio Chança, a Este, e os concelhos de Moura, a Norte, e de Mértola, a Sul.

O concelho de Serpa enquadra a vasta superfície de terras aplanadas, elemento característico do relevo de Portugal Meridional.

O rio Guadiana apresenta-se como o curso de água mais importante do concelho. Contudo, o seu leito encaixado profundamente na paisagem, cerca de 100 metros abaixo do nível médio do relevo, cria cabeços escarpados e de difícil acesso nas suas margens.

Serpa, terra fronteiriça de conflitos frequentes, era, às vésperas da "Reconquista", um povoado fortificado importante, dominando férteis terras de cultivo. A velha muralha, implantada no cume de uma pequena elevação, delimitava uma área com cerca de 21000 m2. Nos finais do século XIII, D. Dinis, num esforço de reorganização cristã do Alentejo, refunda a vila muçulmana e manda construir de raiz o alcácer e uma imponente cerca urbanacom 65000 m2.

Serpa afirma-se “como um território de desenvolvimento turístico”, refletindo a aposta na sustentabilidade dos seus recursos, identidade local e produtos culturais, entre eles, o cante alentejano. Recorde-se que Serpa foi um dos municípios que se bateu pela elevação do cante a património da humanidade e que fundou a Casa do Cante. Este concelho tem uma vincada identidade nas suas tradições e origens, e uma grande diversidade de recursos, com destaque para o património e para o ambiente natural.

A diversidade económica deste concelho é também, uma realidade, com destaque para as produções agro-alimentares, de que o queijo Serpa é embaixador.

A água do Alqueva abriu, igualmente, no concelho de Serpa, novas perspetivas aos “homens da terra” e muitos deles transformaram a sua agricultura de sequeiro, em culturas regadas, apostando atualmente, na produção de olival intensivo e super intensivo, assim como no amendoal. A produção em extensivo ainda predomina na Serra de Serpa.

A Câmara Municipal de Serpa é liderada por Tomé Pires, da CDU. Nas eleições autárquicas de 2013, a CDU venceu com 4.040 votos, mais 1.301 do que os obtidos pela candidatura do PS.

Nas autárquicas 2017, apresentam-se a votos, em Serpa, a CDU, que volta a apostar em Tomé Pires, o PS que tem como cabeça de lista Manuel Soares, o Bloco de Esquerda que apresenta como candidato Alberto Matos  e o PSD coligado com o CDS-PP com António Bettencourt a liderar a candidatura.

Quanto às freguesias, Brinches, Pias, União de Freguesias de Vila Nova de São Bento e Vale de Vargo e Vila Verde de Ficalho são lideradas pela CDU e a União de Freguesias de São Salvador e Santa Maria é governada pelo PS.

Tomé Pires, cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Serpa, afirma que a candidatura que lidera aposta em trabalhar para a qualidade de vida da população e que se compromete em contribuir para a realização de mais investimento estatal para o Interior, como meio de criação de maior dinâmica económica e de criação de mais postos de trabalho.

Manuel Soares, cabeça de lista do PS à Câmara Municipal de Serpa, diz liderar uma candidatura integradora e abrangente, que quer fazer uma gestão transparente, assim como dar voz aos cidadãos que não se reveem na linha de orientação do atual Executivo.

Alberto Matos, cabeça de lista do BE, à Câmara Municipal de Serpa, afirma que a sua candidatura quer uma terra amiga do ambiente e das pessoas e fala dos benefícios da eleição de um vereador do BE.

António Bettencourt, cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP, frisa que a sua candidatura tem uma nova forma de ver o concelho e de o desenvolver e que é precisamente esta visão que a distingue das propostas da CDU, que não tem “sido amiga do desenvolvimento económico”.

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