“Pelo direto a morrer com dignidade”
“Pelo direto a morrer com dignidade”

Ana Elias de Freitas - 24/03/2017 - 00:00 - Imprimir


“Pelo direto a morrer com dignidade”


Depois do manifesto em defesa da despenalização da morte assistida, o Bloco de Esquerda (BE) foi o primeiro partido a entregar, na Assembleia da República, em fevereiro passado, um anteprojeto sobre esta matéria. Este documento é divulgado e discutido nesta sexta-feira, em Beja numa iniciativa do BE em que participa, entre outros, a médica psiquiatra, da ULSBA, Ana Matos Pires.

Ana Matos Pires revelou à Voz da Planície que foi uma das pessoas a assinar o manifesto que acabou por dar origem ao anteprojeto entregue pelo BE e que o que vai acontecer nesta sexta-feira em Beja, é a divulgação deste documento, ação na qual a médica psiquiatra participa.

Para Ana Matos Pires este é um tema que requerer discussão e informação e frisa que isso é fundamental nesta fase.

Recorde-se que o manifesto foi assinado por políticos de vários quadrantes, cientistas, médicos e artistas, entre eles, Paula Teixeira da Cruz, ex-ministra da Justiça; o antigo presidente da Câmara do Porto, Rui Rio; e Sobrinho Simões. Também Sampaio da Nóvoa, o advogado Rogério Alves e muitos políticos assinaram o documento ao lado de médicos, como foi o caso de Francisco George, director-geral da Saúde.

O anteprojeto de lei do Bloco de Esquerda, entregue em fevereiro passado, na Assembleia da República, exclui o recurso à morte assistida a menores e doentes com perturbações mentais, é constituído por 25 artigos e define as condições em que a pessoa poderá recorrer à morte assistida. E é este documento que é apresentado hoje, na Casa da Cultura de Beja, às 21.00 horas, por Ana Matos Pires, João Semedo e José Manuel Pureza.

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