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Terras sem Sombra: Abraça a gestão sustentável do montado?


O montado de sobro e de azinho constitui o sistema florestal dominante em Portugal e é sobre o mesmo que incide a actividade do Terras sem Sombra deste domingo.

Apesar da sua vasta expressão e do seu estatuto de protecção, encontra-se ameaçado, devido não só a alterações climáticas e problemas sanitários, mas também, e principalmente, a más práticas de gestão. No decurso da actividade agrícola ou florestal, mesmo quando isso não se torna perceptível a curto prazo, existem impactos para a conservação da natureza. Importa garantir que o balanço penda para estes, optando por uma gestão sustentável dos recursos e por uma postura activa na conservação da natureza e da biodiversidade. É este o contexto para a acção que o Terras sem Sombra realiza na Herdade das Barradas da Serra, na manhã deste domingo, com músicos, espectadores, escolas do concelho e voluntários e o programa traçado foi apresentado à Voz da Planície por José António Falcão. O director do Terras sem Sombra esclareceu que o programa de hoje, incidirá nos bons exemplos de gestão do montado, assentes em três temáticas: a regeneração natural da mata (identificação de árvores jovens, sinalização e protecção; reconhecimento das classes de idade no montado); a conservação do solo, da água e do sistema radicular dos sobreiros (controlar matos sem revirar o solo; protecção do solo na área da projecção da copa do sobreiro); e a promoção da biodiversidade (aproveitamento de materiais existentes para a construção de refúgios e esconderijos da fauna selvagem; sinalização com vista à preservação de sebes/arbustos naturais para abrigo e nidificação; construção de pontos de água). A iniciativa conta com a colaboração do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, do agrupamento de escolas e do município locais.Ana Elias de Freitas
05/05/2013 - 07:00