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?Manifesto?: Para resgatar os valores na base do Poder Local Democrático de Abril?


Autarcas e ex-autarcas e outras personalidades, entre elas dirigentes sindicais e associativos, todos do Alentejo, uniram-se no ?Manifesto em Defesa do Poder Local Democrático? e fizeram a apresentação pública, em Beja, na sala de sessões da AMBAAL-Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Litoral, do documento.

Perante uma sala cheia, José Maria Pós-de-Mina, presidente da Câmara de Moura, do Conselho Directivo da AMBAAL e do Executivo da CIMBAL, explicou que a apresentação pública do documento foi só o começo, das várias acções que vão ser levadas a efeito a partir de agora, junto de quem decide, entidades, partidos e população em geral e que as mesmas vão continuar até que seja necessário continuar a lutar pela preservação dos valores base do Poder Local Democrático de Abril. José Maria Pós-de-Mina teve a tarefa também de fazer a leitura do Manifesto, acto que deu por terminada a apresentação pública do documento, numa sessão que contou na mesa com oito elementos e onde para além do autarca de Moura, estiveram também o de Montemor-o-Novo, do Crato, de Cabeça Gorda, de Santiago do Cacém, de Nisa, assim como os ex-presidentes de Serpa e Castro Verde. No Manifesto lido por José Maria Pós-de-Mina ficou-se a saber que os subscritores do mesmo, o fizeram em defesa das populações, que não aceitam a insolvência e liquidação do Poder Local Democrático e que recordam o facto, das autarquias locais serem as responsáveis por uma das maiores e mais profundas transformações alcançadas com o 25 de Abril de 1974. No texto do documento podem identificar-se ainda todas as leis que o actual Governo já implementou ou que tem em curso e cujo objectivo, de acordo com o Manifesto, é liquidar o Poder Local Democrático. No final o Manifesto torna claro que os seus subscritores rejeitam o pacto de agressão firmado no chamado Programa de Assistência Financeiro, que é preciso derrotar o mesmo e resgatar o País da dependência e do retrocesso, afirmando a sua soberania. De referir ainda, que a anteceder a leitura do Manifesto foram feitas algumas intervenções, por parte de personalidades presentes na mesa da sessão e no público e que todas, de forma transversal, deixaram bem patente que o Poder Local Democrático não é o responsável pelo estado do País e que não tem de pagar com essa culpa, através do seu emagrecimento, que como consequência retira todo o bem-estar que tem conseguido em prol das suas populações, no trabalho que tem desenvolvido em pouco mais de três décadas da sua existência.Ana Elias de Freitas
02/05/2013 - 07:00