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João Ramos: Concluir Alqueva é importante, mas há dúvidas quanto a 2015…


Concluir Alqueva é importante e de forma rápida, para colocar o Alentejo a produzir e ajudar o País a sair da crise, mas existe o receio das obras do regadio não ficarem concluídas até 2015, porque o Governo fez o anúncio sem ter o seu financiamento garantido e porque se sabe também que parte do dinheiro em falta só vai ficar disponível no próximo quadro comunitário de apoio, afirmou João Ramos, deputado do PCP, eleito por Beja, de visita à Ovibeja, com uma delegação do Partido Comunista Português.

O parlamentar deixou também a opinião do seu partido sobre a questão da entrega da gestão da água de Alqueva à EDIA, dizendo que a mesma deve ser pública, mas que o Governo tem de encontrar mecanismos para garantir a participação dos agricultores e associações de regantes.

Aprofundar os conhecimentos sobre as matérias agrícolas, nesta feira que tem dado um importante contributo na divulgação do Alentejo e da sua agricultura foram os motivos que trouxeram o PCP, mais uma vez, à Ovibeja, sublinhou, igualmente, João Ramos.

João Frazão, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP e responsável pela área da Agricultura, também visitou o certame, para, entre outros objectivos, perceber junto de agricultores e direcção da ACOS, como estão a encarar os mesmos a possibilidade das questões da sanidade animal serem transferidas para a sua responsabilidade. Sabendo que esta é uma competência do Governo, João Frazão acredita que se esta medida for para a frente vai condenar ao encerramento milhares de produções.

O facto dos pequenos agricultores terem de se colectar nas finanças e passar factura, assim como a possibilidade de muitos, perante aquela imposição do Governo estarem a pensar em não se candidatarem às pequenas ajudas da PAC a que têm direito também está a preocupar João Frazão. Este responsável do PCP explicou que estas matérias estiveram, igualmente, em foco na visita à Ovibeja, no sentido de auscultar os pequenos agricultores e de levar depois as suas preocupações à Assembleia da República, assim como à intervenção política do seu partido.

Ana Elias de Freitas


26/04/2013 - 19:16