ARQUIVO


Freguesias/Beja: Maioria dos inquiridos “contra” a sua fusão na cidade…


A Voz da Planície voltou às ruas da cidade de Beja para saber o que pensa a população sobre a proposta do número de freguesias na cidade passar das actuais quatro, para duas e a maioria dos inquiridos mostrou-se contra. Houve, contudo quem considerasse que em tempo de crise, as fusões previstas possam ser vantajosas.

Pedro Campaniço, de Ferreira do Alentejo, trabalhou muitos anos em Beja e considerou que “diminuir o número de freguesias na cidade é um erro, porque se deixa de conhecer os problemas das pessoas na proximidade, sobrecarregando os serviços da autarquia, em geral”.

Recordamos que na proposta apresentada à Assembleia da República (AR), pela Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território, no que se refere à agregação de freguesias, o concelho mais afectado é o de Beja que passa das actuais 18, para 12. Na cidade as quatro freguesias urbanas dão origem a duas, tendo em conta a fusão de Santiago Maior com São João Baptista e de Salvador com Santa Maria da Feira. Nas freguesias rurais é proposta a fusão de Albernoa com Trindade, Santa Vitória com Mombeja, Trigaches com São Brissos e Salvada com Quintos.

Voltando às opiniões dos inquiridos, destaque agora para a de Francisco Bicho, que trabalha em S. João Baptista e que vive em Santiago Maior. Não vê qualquer inconveniente na junção das duas, dizendo mesmo, que “na cidade, havendo uma conveniente junção de esforços, isto pode ser feito sem prejudicar o acesso das pessoas às freguesias devido à proximidade geográfica que existe”. Já não pensa da mesma forma no que se refere às freguesias rurais, afirmando que as mesmas “são fundamentais para as suas populações”.

Joaquim Graça vive em S. João Baptista e nasceu em Santiago Maior. Este bejense disse que “não é fácil admitir a junção destas freguesias”, mostrando-se também reticente quanto ao facto, “da proposta de reorganização administrativa do território poder trazer benefícios económicos, como se quer fazer crer”. Acrescentou que se “a junção de freguesias trouxer benefícios para a cidade tudo bem”, mas que se isso não acontecer vai ser “contra”.

Luciana Barrocas vive em S. João Baptista e não partilha da opinião de Joaquim Graça. Manifestando-se “contra a fusão de freguesias”, avançou contudo, que “em tempo de crise até pode trazer vantagens económicas, embora fiquem a faltar alguns serviços de proximidade para a população”.

O mesmo não pensa Pedro Ferreira, da freguesia de Santiago Maior, pois considera que “o ideal seria permanecer tudo como está, ou seja que a cidade mantivesse as actuais quatro freguesias, porque quanto maior é a área geográfica de abrangência, menor é a proximidade e o acesso da população”.

Ana Elias de Freitas


15/11/2012 - 07:00