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"A soma das partes": Agricultura foi apontada como factor de desenvolvimento regional e nacional


Na conferência “Portugal: A soma das partes” realizada ontem em Beja, nas instalações do NERBE/AEBAL, os três deputados eleitos pelo distrito falaram das vantagens competitivas da região, destacando a agricultura/Alqueva.

“Portugal: A soma das partes” foi o nome da iniciativa, promovida pela TSF, em parceria com a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, que o NERBE/AEBAL recebeu ontem, nas suas instalações, em Beja.

Em cima da mesa esteve a discussão do papel das economias regionais/distritais na sustentabilidade do todo nacional e no caso de Beja foram discutidos temas como as vantagens competitivas que existem no distrito, olhando para as eventuais necessidades de investimento para potenciar as mesmas. Neste âmbito, os três deputados eleitos pelo distrito de Beja falaram das potencialidades e limitações da região, destacando a agricultura como factor de desenvolvimento regional e nacional.

Mário Simões, deputado eleito pelo PSD, assegurou que “o distrito de Beja tem potencialidades, mas precisa também de um choque territorial para dinamizar as mesmas”. “A agricultura, com Alqueva, o turismo e a economia social” foram os três pontos que o deputado social-democrata destacou e que na sua opinião “podem contribuir para o desenvolvimento regional e nacional”.

Mário Simões disse ainda, que “falta estratégia para a infra-estrutura aeroportuária da região” e que concorda com “a engenharia financeira defendida pelo Governo para Alqueva”, avançando que “a derrapagem, no que se refere ao regadio, poderá estender-se até 2017”, não vendo “nenhum mal nisso” e que “o importante é que se torne pública a calendarização das obras em falta”.

João Ramos, deputado eleito pelo PCP, frisou que “a questão da agricultura é transversal” e que “no que se refere ao Alqueva não se pode apostar apenas nas monoculturas, há que olhar também para a pequena e média agricultura”. Acrescentou que “Alqueva está aí, e ainda bem, mas não resolveu duas questões: o desemprego e o despovoamento”.

Sobre o regadio de Alqueva, João Ramos recordou ainda, que “falta acompanhamento na transformação do sequeiro em regadio”. O deputado comunista salientou, igualmente, “a importância que a extracção mineira pode ter para a região” e lembrou que “o aeroporto de Beja continua sem plano de negócios”.

Luís Pita Ameixa, deputado eleito pelo PS, referiu que “Alqueva é o projecto mais importante, no que se refere à agricultura”, deixou duras criticas ao Governo, dizendo que o mesmo “desvaloriza aquele projecto” e que isso significa “um crime contra o desenvolvimento da região e do País”.

Luís Pita Ameixa prosseguiu dizendo também que “o Governo não tem sabido dar uma resposta aos problemas que os agricultores estão a passar, decorrentes da seca que se faz sentir” e que “Alqueva era a grande resposta para a agricultura da região”. Terminou relevando o facto de “existirem novas culturas, desenvolvimento e empregabilidade onde a água do Alqueva chegou” e lamentando o facto de “só estarem 60 mil hectares de regadio concluídos”.

  Ana Elias de Freitas
13/03/2012 - 07:00